terça-feira, 14 de abril de 2026

ENTENDA COMO PRISÃO DE "PALHACINHO" RESULTOU EM OPERAÇÃO NO LITORAL PIAUIENSE; DELEGADOS DÃO DETALHES


Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (14),a Polícia Civil deu detalhes da operação deflagrada em Parnaíba contra membros de uma facção criminosa na região.

O delegado Ayslan Magalhães afirmou que as ações ocorreram após a prisão de um homem identificado apenas como "Palhacinho", conhecido por ser um suposto "matador" de uma facção. Ele teria cometido um homicídio no estado do Maranhão e fugiu para Parnaíba. "Ele fugiu para bairro de São Vicente de Paula, mas foi preso em abril do ano passado, foi feita uma extração de dados e as informações foram compartilhadas com uma equipe do Draco. Essa operação decorre dessa prisão", afirmou o delegado.


O delegado pontuou ainda que as duas localidades, a "Cidade sem Deus", no bairro Santa Luzia, e o "Piscinão", no bairro Piauí, passarão por uma campanha preventiva, diante da quantidade de crimes que são registrados nessas áreas."São localidades de situação bem críticas. Já ocorreram muitas operações e a polícia vai fazer campanha preventiva para conscientizar os proprietários dos imóveis. Quem utiliza seu imóvel para o tráfico de drogas vai ter seu imóvel tomado pelo Estado", disse.

Até o momento, nove pessoas, integrantes do Comando Vermelho, foram presas. Um deles é conhecido como J.P, de apenas 18 anos, e que era monitorado por tornozeleira eletrônica. "Ele foi preso há um mês. Ele relatou que quando saiu com a tornozeleira eletrônica, três dias depois voltou a praticar os mesmos crimes. É um indivíduo envolvido com o tráfico de drogas, vinculado ao Comando Vermelho", afirmou o delegado Charles Pessoa.


Segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram cumpridas 43 medidas judiciais, entre mandados de busca e apreensão e mandados de prisão, expedidos com base nos elementos colhidos ao longo da investigação. A ação resultou na apreensão de drogas e quantias em dinheiro.

De acordo com o coordenador do DRACO, delegado Laércio Evangelista, a operação é fruto de um trabalho investigativo aprofundado. “As investigações foram baseadas, principalmente, na análise de dados telemáticos, que permitiram identificar comunicações entre integrantes da organização criminosa. Esses indivíduos utilizavam aplicativos de mensagens para articular atividades ilícitas, o que foi fundamental para a identificação e localização dos alvos”, pontuou.

As diligências seguem em andamento, com o objetivo de aprofundar as investigações, consolidar provas e responsabilizar todos os envolvidos.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e contou com o apoio operacional da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Polícia Civil de Parnaíba, Núcleo de Operações com Cães (NOC/FEISP) e Polícia Militar, por meio do BOPE e BEPI.



Informações A10+

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