O Pica-pau-do-Parnaíba, também conhecido como Pica-pau-da-Taboca, foi oficializado como ave símbolo do Piauí. A determinação consta na lei n° 9.081, publicada no Diário Oficial do Estado, na edição de terça-feira (4).
Seu nome científico é Celeus Obrieni. A espécie é considerada uma das aves mais raras, tímidas e ameaçadas de extinção do bioma Cerrado. O pássaro foi registrado pela primeira vez em Uruçuí (PI) e ficou desaparecido por 80 anos, tendo registros ainda no Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Maranhão e Pará.
A espécie voltou a ser encontrada apenas em 2006, quando um macho foi capturado, fotografado e identificado no Tocantins. A redescoberta reacendeu os estudos sobre o pica-pau-do-Parnaíba e ampliou o conhecimento sobre sua distribuição.
Nos últimos anos, o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos passou a adotar oficialmente o nome pica-pau-da-taboca para a espécie, em referência ao ambiente onde ela vive. Apesar disso, a nova lei estadual utiliza a denominação pica-pau-do-Parnaíba.
A ave mede cerca de 25 centímetros de comprimento e apresenta cabeça e asas com tons castanhos, peito claro com manchas escuras, cauda preta e um topete vermelho, uma de suas características mais marcantes. Os machos possuem ainda uma faixa vermelha na região da bochecha.
A espécie costuma viver em áreas de Cerrado associadas a bambuzal e florestas de babaçu, habitats bastante específicos que ajudam a explicar sua ocorrência restrita. A perda desses ambientes naturais é apontada como uma das principais ameaças à sobrevivência da espécie.
Organizações internacionais de conservação classificam o pica-pau-do-Parnaíba entre as aves ameaçadas de extinção.


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