A operação também cumpriu mandados nos municípios paulistas de São Paulo, Guarulhos, Osasco e Guarujá. Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão.
As investigações começaram após um golpe virtual registrado em Goiânia (GO), em março de 2023. Segundo a polícia, os suspeitos utilizaram um perfil de rede social invadido para divulgar falsas oportunidades de investimento em criptomoedas, com promessas de altos rendimentos.
A vítima foi convencida a instalar um aplicativo de acesso remoto no celular, permitindo que os criminosos realizassem transferências bancárias. Em 24 horas, foram movimentados R$ 477 mil. Apesar do estorno de parte dos valores, o prejuízo efetivo chegou a R$ 250.105,33.
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De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e diversas transferências para ocultar a origem e dificultar o rastreamento do dinheiro.
A operação também prevê o sequestro judicial de bens e valores de aproximadamente R$ 250 mil, com o objetivo de assegurar a recuperação dos recursos relacionados ao prejuízo da vítima.
Os investigados poderão responder por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás, com apoio da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Seis pessoas foram presas no Piauí, entre os presos estão quatro homens e duas mulheres que foram detidos em Parnaíba.
Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a operação prevê o bloqueio judicial de bens e valores que somam cerca de R$ 250 mil. Segundo a investigação, o montante está relacionado ao prejuízo causado à vítima. A medida busca garantir a recuperação dos recursos e impedir o uso de valores supostamente obtidos de forma ilegal.
O superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), delegado Matheus Zanatta, destacou a importância da integração entre as forças de segurança no combate a crimes cibernéticos e esquemas de lavagem de dinheiro que atuam em diferentes estados.
“A integração entre as forças de segurança é essencial para combater grupos criminosos que utilizam ferramentas digitais para aplicar golpes e movimentar recursos ilícitos. Essas práticas envolvem estruturas que atuam em diferentes estados, o que exige compartilhamento de informações, inteligência policial e ações coordenadas”, pontuou o delegado.



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